22 de abr de 2013

DIA DA TERRA


21 de abr de 2013

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE


Diálogo imaginário entre dois motoristas num semáforo:
 
- Como você pôde gastar 300 mil Reais num automóvel?
 
- Sem pensar.
 
E naquela fração de segundo uma criança morreu de fome.

17 de abr de 2013

PESCANDO COM PÁSSAROS



Há quem olhe e pense no "atraso". Há quem olhe a vá logo taxando de "crueldade com os animais". Há quem olhe e pense no desperdício de horas, dias, meses, anos, balançando numa estreita jangada de bambú para pegar só um punhado de peixes por dia. Há ainda quem olhe e pense na miséria de uma vida privada dos "confortos" da civilização.
 
Mas há também quem olhe e veja beleza, paz, poesia, respeito e integração à natureza numa forma equilibrada de prover-se e compartilhar o que a natureza graciosamente nos propicia sem dela extrair uma grama a mais do que o necessário.
 
A pesca com o biguá (ou cormorão) é uma prática antiga. Até os arqueólogos identificarem registros dessa prática no Perú, acreditava-se que a pesca com Biguá teria se originado na China ou no Japão entre os séculos 5 e 6 da nossa era. Talvez a prática tenha surgido espontaneamente na América do Sul.
 
Ou pode ser que tenha sido introduzida em nosso continente pelos asiáticos que migraram para cá há pelo menos 14 mil anos; o que faria da pesca com Biguá uma atividade tão antiga quanto o cultivo manual.
 
Na prática, funciona assim: enquanto o pássaro ainda está sendo treinado, o pescador prende um anel de fios de bambu no pescoço de cada biguá, parte com sua jangada ao anoitecer e se posiciona no meio do rio com uma lanterna para atrair os peixes.
 
Ao ver-se cercado pelo cardume, o pescador balança a jangada e os biguás mergulham emergindo em seguida com os peixes maiores em seus bicos, porque o anel impede que os peixes grandes sejam engulidos.
 
O pescador então manobra a jangada aproximando-se dos biguás, puxando-os em seguida pelo anel para o chão da jangada. Depois disso é só "colher" os peixes dos bicos dos pássaros.
 
Ao final da pesca, o pescador remove o anel do pescoço dos biguás e presenteia cada um com um peixe grande.
 
Com o tempo, o pássaro aprende a esperar essa recompensa e não precisa mais do anel.
 
É um sistema absolutamente sustentável, pois os biguás não podem ficar mergulhando indefinidamente, e os cestos dos pescadores não acomodam mais que alguns peixes - o necessário para o consumo próprio e venda ou escambo do pouco excedente.
 
Assim a fauna do rio Li, na China vinha se mantendo e renovando ao longo dos séculos e se não havia fartura, pelo menos não havia falta de alimentos.
 
Mas a exploração comercial praticamente acabou com esse cenário bucólico com seus grandes barcos e redes de arrastão. Os poucos pescadores que persistem na prática o fazem porque ganham mais cobrando 2 dólares para serem fotografados pelos turistas, do que os 50 centavos que conseguem na venda do peixe.
 
Em algum blog que me recuso a citar, um miliciano ambientalista em sua míope visão primeiromundista denuncia a prática como "crueldade com os animais"; como se fossem menos cruéis as redes dos imensos pesqueiros que varrem indistintamente flora e fauna dos leitos de rios, lagos e oceanos pelo mundo a fora, deixando atrás de si o rastro putrefato dos "descartes" incluindo alevinos e espécimes adultos menos comercializáveis.
 
Crueldade é extrair sem retribuir.
 
Crueldade é apropriar-se de um recurso natural, clamar direitos exclusivos e explorá-lo até a exaustão.
 
Crueldade é abastecer-se regularmente com mais do que de fato se consome enchendo os lixões deste planeta com restos não consumidos de seres outrora vivos misturados a outros resíduos formando um caldo pútrido que não só não serve nem para reaproveitamento por outras espécies; como se infiltra nas águas e envenena o solo por gerações.
 
Crueldade é pescar por esporte, não para consumo.
 
(Foto: "Pescadores com Biguá ao Anoitecer", Rio Li, Província de Guilin, China. Por Dan Ballard)

15 de abr de 2013

NA BOA LUTA



 
Assisti na íntegra o filme/documentário ontem à noite na HBO.
 
Mais que recomendo: insisto que pessoas com corações e mentes assistam e reflitam.
 
Enquanto a mídia alardeia a sandice dos pseudo-ídolos da hora; Artistas (com A maiúsculo pelo talento e merecimento) como Harry Belafonte que a gozar sua fortuna num paraíso tropical  prefere percorrer vilas e guetos nos pontos mais remotos e esquecidos, seguem perseverando na boa luta, longe dos olhos e ouvidos de uma sociedade hipnotizada pela espetacularização da banalidade.
 
Abaixo, trecho de entrevista concedida por Harry Belafonte à HBO (tradução minha):
 
HBO - De onde vêm as sementes de seu ativismo?
 
Harry Belafonte - Meu ativismo vem do ambiente social em que nasci. Meu pai nos abandonou muito cedo. Minha mãe era uma mulher imigrante buscando a participar do sonho americano. Ela descobriu que as regras básicas para as pessoas de cor não eram iguais às regras básicas para as pessoas que vieram da Europa. Eu cresci apreciando sua capacidade de resistência e coragem. Ela sentiu que a nossa missão na vida era de levantar-nos contra a opressão onde quer que a víssemos, e nunca nos render até que tenhamos feito o que podemos mudar. Assim, em grande medida, essa foi a minha primeira inoculação, a primeira coisa que entendi.
 
Nos anos subseqüentes a assistir Hitler e a construção da máquina de guerra nazista, observando o que estava acontecendo com os judeus na Kristallnacht, a olhar para o que aconteceu com a Itália e a Etiópia e o apelo de Haile Selassie antes da Liga das Nações - todos estes acontecimentos me fascinaram. Mais tarde, fui voluntário na Segunda Guerra Mundial. Quando entrei no serviço, eu estava espantado com a diversidade da comunidade negra. Não foram apenas minhas experiências estreitas de viver no Harlem. Agora, se você fosse uma pessoa de cor, tinha que ser ou atendente ou um carregador de munições, o que a maioria das pessoas não quer ser, porque era um trabalho terrível, conduzido por oficiais racistas, fazendo coisas que eram extremamente perigosas.
 
Depois da guerra, quando as pessoas perguntavam "Onde você lutou" Eu dizia: "nós estávamos na quarta frente." E a quarta frente eram os Estados Unidos, principalmente o sul. E nesse contexto, estavamos lutando a guerra para acabar com o racismo e a supremacia branca e Hitler, e para vingar o que aconteceu com os judeus. E foi difícil para nós voltar da guerra, tendo sido vitoriosos contra todas estas opressões, apenas para descobrir que éramos submetidos às mesmas opressões das próprias fontes que lutaram na guerra. Tivemos uma escolha a fazer. Você quer transigir e entregar a eles e ser apenas um ser humano quebrado, ou você resistir e dizer, não, nós não vamos aceitar.
 
Então, qualquer coisa que resista a esse tipo de opressão, vai estar no centro de minha vida. Muitas pessoas têm me perguntado, quando é que um artista como você se tornar um ativista? E eu tenho que dizer, olhe pelo outro lado. Quando é que um ativista decide tornar-se um artista, é a melhor maneira de olhar para a viagem da minha vida. Porque foi o ativismo que me levou à arte.
 
HBO - Você produziu seus próprios filmes "independentes" em um momento em que isso era inédito em Hollywood que um artista negro o fizesse.
 
Harry Belafonte - Quando Hollywood bateu à minha porta, fez chegar uma vantagem em fazer as coisas um pouco diferente. Mas era tão paternalista e condescendente que, embora fingisse dinâmicas liberais, era apenas uma codificação. Muitos de nós foram profundamente frustrados porque não estavamos chegando às ruas com o barulho certo, com os papéis certos, para ter a oportunidade de revelar a nossa experiência humana de maneira mais profunda. Qual é o ponto em interpretar um personagem unidimensional preto? Eu sou multi-dimensional. Hollywood não permitia isso. Você não pode ser um par romântico porque para mostrar o amor e a humanidade e abraçar e cuidar revela muito sobre o fato de que você é completamente diferente do que dizem que você é. Você é um estuprador, você está preocupado com a sua sexualidade, com as drogas, por isso eram sempre estas considerações estreitas. E então eu disse, por que não tomar as rédeas nos próprios dentes? Colocar seus próprios recursos. Reunir seus amigos, reunir o seu próprio povo e mandar bala. Quando começamos a fazer isso, Hollywood começou a ceder mais. E, de repente, nessa capacidade de cineasta independente, eu superei muitas barreiras.
 
HBO - Ao mesmo tempo, você acabou entrando para a "lista negra" nos anos 50. Você vê algum paralelo entre a era McCarthy e nosso clima político de hoje?
 
Harry Belafonte - Eu não só vejo a América indo na direção de grandes semelhanças com a era McCarthy e o que aconteceu na América durante aqueles dias de crucifixão, mas eu vejo a América indo muito além. Hoje, nós temos algo que é mais terrível, escrito sob a bandeira da "segurança nacional." E os extremos dessas leis permitem que qualquer cidadão seja apreendido sem o conhecimento de ninguém, sem mandato, e mantido preso indefinidamente. O indivíduo pode desaparecer e ninguém ficar sabendo o que aconteceu com ele. Isso é um pesadelo. Essa é a base de um Estado totalitário. Tenho fé e acredito que nós possamos dar um basta nisso? Sim. Mas é muito difícil aglutinar as forças que fazem a diferença. Porque a própria força que pode fazer a diferença contra nos tornarmos um Estado totalitário é a mesma que está dividida.
 
HBO - Como você olhar para a sua vida, o que é mais importante para você?
 
Harry Belafonte - Eu acho que o que eu realmente penso é, no momento de minha morte, o que vou ter deixado para trás que tenha contribuído para instruir as gerações que vieram depois de mim, e ainda estão diante de mim, que irá ajudá-los. Quando eu tomei a decisão de investir na forma de arte a que me dediquei, eu rapidamente descobri que a minha capacidade de resistência não se restringia aos bancos, às entidades que controlavam a mídia, aqueles que decidem se sua música será ouvida ou não. O que se tornou terrivelmente importante para mim foi garantir a manutenção de uma relação direta com o meu público. Então, o meu investimento era estar em um palco onde as pessoas pudessem me ouvir. Era onde eles me ouviam no meu melhor. Se você nunca me viu ao vivo, então você nunca me viu de fato. Minhas gravações fazem certas coisas, mas não são o melhor exemplo de quem eu sou. A personificação real de quem eu sou veio da experiência do teatro. Eu disse coisas que as pessoas nunca tinham ouvido antes. E eu garanti que ao final de um show, todo mundo estivesse cantando. Todo mundo estava envolvido. Eu trabalhei pelos Direitos Humanos, trabalhei contra a pena de morte; eu trabalhei pelas pessoas que foram oprimidas e marginalizados. Eu cantei a música dos judeus, eu cantei a música dos árabes, eu cantei a música dos japoneses. Fiz questão de cantar todas essas músicas quando ia a esses países. E com isso afirmar nossa civilidade, a nossa humanidade.
 

12 de abr de 2013

PELA DESCRIMINALIZAÇÃO DO OVO


BOM DIA!!!!
 
Me deparei com o artigo abaixo. Achei tão relevante, que me dei ao trabalho de traduzir. Pra quem preferir o original, o link está logo abaixo.
 
"ESQUEÇA OS DEDOS APONTADOS: TODOS NÓS DEVÍAMOS IR TRABALHAR COM UM OVO
 
Novas evidências: Esta semana, os cientistas declararam que os ovos são, de fato, um alimento saudável, repleto de nutrientes e proteínas
 
Mais uma semana, mais um golpe humilhante para o lobby da "alimentação saudável". Mais uma vez, os seus conselhos sobre nutrição, naquele tom familiar de autoritária desaprovação, provaram-se totalmente equivocados.
 
Por anos, esses auto-proclamados especialistas nos advertiram contra o consumo excessivo de ovos. Apesar do fato de terem nossos antepassados consumido alegremente este alimento natural ao longo dos séculos, há não muito tempo atrás, os profissionais do dedo apontado de repente decidiram que eles eram o inimigo público número um.
 
Ovos promoviam ataques cardíacos, obstrução das artérias, provocavam pressão alta e ganho de peso, eles declararam, acrescentando que não devemos comer mais do que dois ou três por semana.
 
Agora, porém, verifica-se que seu conselho não só é falso, como contraproducente. Assim como esses especialistas têm demonstrado estar errados sobre os perigos da carne vermelha, queijo, leite e manteiga, estão irremediavelmente errados sobre ovos.
 
Contrariando suas advertências sombrias, cientistas declararam esta semana que os ovos são, de fato, um alimento saudável, repleto de nutrientes e proteínas. Quanto mais os comemos, mais saudáveis devemos nos sentir.
 
Esta nova pesquisa abrangente joga por terra as alegações de que os ovos são ruins para o coração e o sistema circulatório. A verdade é exatamente o oposto. Cientistas da Universidade de Jilin, na China, descobriram que um dos componentes-chave da clara do ovo pode ser tão poderoso quanto os medicamentos especializados no combate à pressão arterial.
 
Este componente é um peptídeo - um dos blocos de construção das proteínas - que parece ter a capacidade de inibir a ação de substâncias que aumentam a pressão sanguínea no corpo.
 
"Nossa pesquisa sugere que pode haver outra razão para chamá-lo "the incredible, edible egg"," disse o Dr. Zhipeng Yu, o cientista encarregado do projeto.
 
Suas descobertas vão ao encontro de um estudo recente da Universidade de Alberta, no Canadá, que revelou que as proteínas em ovos podem impedir o estreitamento dos vasos sanguíneos do corpo, enquanto os pesquisadores da Universidade de Missouri descobriram que os ovos são a melhor maneira de controlar o apetite.
 
O lobby promoção da saúde tem sustentado por muito tempo que os ovos são perigosos porque contêm colesterol, e alto niveis de colesterol no sangue são supostamente prejudiciais ao coração.
 
Mas esse argumento agora parece tão questionável quanto o resto das teorias com que nos bombardearam.
 
Quanto ao colesterol, longe de ser uma substância ameaçadora, é um produto enriquecedor natural, vital para o funcionamento saudável do nosso corpo. O colesterol é essencial para a criação de hormônios, a construção de membranas celulares e para a digerstão gorduras; exatamente por isso é encontrado em grandes quantidades no leite materno.
 
Se o colesterol fosse assim tão nocivo, por que a natureza o tornaria parte integral de nossa composição biológica em primeiro lugar?
 
Esta questão vai ao cerne do que há de tão errado com essa brigada de promoção da saúde. A campanha francamente não científica contra os ovos reflete um esforço mais amplo de propaganda que bombeia constantemente informações enganosas sobre o que devemos comer.
 
Assim, fomos levados a acreditar que devemos cortar a carne vermelha e produtos lácteos, ao mesmo tempo que aumentamos a ingestão de carboidratos. No "Eatwell Plate" do NHS - um prato que mostra as proporções ideais de grupos de alimentos que devemos consumir e que é a principal ferramenta de campanha dos "lobistas alimento" - de longe a maior parte constitui-se de "pão, amido massas, arroz e outros alimentos".
 
Entretanto, a parte referente a "carne, peixe, ovos e feijão" é inferior a metade deste tamanho. Igualmente preocupante, a campanha Eatwell também nos impele a comprar produtos de baixo teor de gordura, como leite desnatado, ao invés do integral, que é mais natural.
 
A recomendação não poderia ser mais equivocada. Não é à toa que estamos enfrentando uma epidemia de obesidade no país. Em sua demonização de carne e produtos lácteos, juntamente com o seu entusiasmo por carboidratos e os ditos "baixos teores de gordura", ativistas de saúde estão, na verdade, incentivando-nos a consumir alimentos muito mais processados, menos saudáveis e com altos niveis de açúcar, com as consequências desastrosas visíveis ao nosso redor.
 
A alimentação saudável não é complicada. A mensagem básica é que os alimentos naturais, incluindo ovos, leite integral e carne orgânica, são bons para nós.
 
Em contraste, os alimentos que passaram pelo processo industrializado de alta tecnologia tiveram todos os benefícios removidos, e seus ingredientes nutritivos naturais substituídos por produtos químicos.
 
Mas, claro, esta mensagem não interessa aos grandes produtores e varejistas, que fazem seu dinheiro do processamento. Motivados por velados interesses financeiros, eles inventaram que os alimentos naturais constituem perigosas bombas-relógio ameaçando nossos corações com suas gorduras e colesterol, bombas essas que eles irão desarmar para nós. Então culminamos no presente absurdo em que somos incentivados a comer pão industrializado, que tem poucos benefícios reais para a saúde e evitar os ovos, que são, provavelmente, o mais nutritivo de todos os alimentos.
 
Ainda mais que a carne, os ovos são constituídos por aminoácidos, minerais e proteínas de alta qualidade, essenciais ao contínuo processo regenerativo de nossos corpos. Não é exagero dizer que cada ovo é uma caverna de Aladim de nutrientes.
 
Na verdade, com exceção da vitamina C, eles contêm todas as vitaminas que precisamos. Eles são especialmente úteis como fonte de vitamina D, de que os ingleses são muitas vezes deficiente, devido à falta de sol clima.
 
A vitamina D pode ser absorvida pelo consumo de peixes gordos, como o arenque e sardinha, mas como muitas pessoas não os apreciam, os ovos são uma alternativa atraente.
 
Além disso, os ovos contêm também diversos antioxidantes vitais, que são essenciais para a prevenção de doenças; assim como a colina, que contribui para o desenvolvimento do cérebro.
 
Uma das muitas falácias do lobby promoção da saúde é que a gema é particularmente insalubre, um dogma que deu origem à moda para comer apenas as claras.
 
O omelete de clara de ovo, por exemplo, tornou-se ícone da alimentação saudável nos círculos de Hollywood. Mas é apenas mais um disparate. A gema é a melhor parte do ovo: não é só deliciosa, mas repleta de nutrientes saudáveis.
 
Na verdade, não há nenhum alimento que equipare o ovo em valor nutricional e variedade de usos. É extremamente barato. Uma caixa de meia-dúzia de ovos normalmente custa menos de £ 2, muito menos do que um alimento pronto para microondas rico em açúcar e farinha.
 
Os produtores de refeições rápidas gostam de proclamar que estão provendo comodidade a nossas vidas ocupadas, mas nunca houve refeição instantãnea melhor do que um par de ovos.
 
De fato, a variedade de pratos baseados em ovos é quase infinita, da sofisticação dos ovos Benedict ao grande favorito Caledonian de minha terra natal, ou o ovo Scotch, que é um lanche muito mais saudável do que qualquer saco de batatas fritas.
 
A única coisa com que você precisa se preocupar ao comprar os ovos é que eles sejam provenientes de galinhas criadas "ao ar livre" (ovos caipiras). Assim como a carne de gado orgânico, alimentado em pastangens é muito melhor do que a proveniente das fábricas de criação de animais; portanto, ovos de galinhas criadas em gaiolas de aviários não são iguais aos das criadas ao ar livre.
 
Se o "lobby da saúde" não fosse tão cego pelo dogmatismo e pelas influências comerciais, eles reconheceriam que os ovos podem ser uma arma vital na luta contra a obesidade.
 
Como sei por experiência própria, um ovo no café da manhã empurra a fome até o almoço, algo que não se consegue com duas fatias de pão integral ou uma tijela de granola.
 
Qualquer agência de alimentos que realmente se preocupe com a saúde da nação deveria abraçar o consumo de ovos, em vez de franzir a testa para eles. Pois como todos nós sabíamos antes da chegada dos lobistas e seus aliados comerciais, todos devíamos ir para o trabalho com um ovo."
 

11 de abr de 2013

SEM RETORNO


BOM DIA!!!
 
Cresci assistindo impotente à derrocada de inúmeras pessoas boas, bonitas, inteligentes e cheias de potencial. Gente que perdeu tudo, alguns a própria vida.
 
Décadas se passaram, mas ao invés de melhorar, a coisa só piora; porque se lá as opções eram poucas e caras, hoje são fartas, acessíveis e potencialmente mais letais.
 
E a rapaziada segue embarcando em toda a sorte de viagens que acaba sempre num só lugar. Seguem na ilusão de que têm algum controle sobre a própria vida, a própria vontade.
 
Mas não têm: drogas são "drogas" porque alteram a química do cérebro tornando-o incapaz de sintetizar ou absorver justamente os compostos que são responsáveis por nossos sentimentos de alegria, bem-estar, entusiasmo, foco, interesse (seja sexual ou intelectual), e por aí a fora.
 
Curto e grosso, a droga se instala (a SEU convite), e "sequestra" todas coisas boas (das quais dependemos para viver); então fica ali exigindo resgate a toda a hora (e quanto mais o tempo passa mais ela exige e com mais frequência); caso contrário só vai liberar coisa ruim: e dá-lhe náuseas, dores excruciantes, cansaço, insônia, solidão, desinteresse, depressão e vontade de morrer.
 
É mais estúpido que convidar um bandido pra se instalar na sua casa apontando uma arma pra sua família e ameaçando matar todo mundo se você não lhe der dinheiro a toda a hora.
 
Porque o bandido pode eventualmente cansar desse jogo e ir embora considerando que já ganhou o suficiente e que, afinal de contas, tem sua própria vida pra viver.
 
Mas a droga não: depois de instalada, não sai nem com reza das brabas.
 
Ainda assim, todo o dia, a toda a hora tem um garoto ou garota por aí convidando esse bandido pra entrar na sua casa só por curiosidade.
 
Isso não faz sentido algum.

OS MOTORISTAS DE PORTO ALEGRE


9 de abr de 2013

AS LEIS DA ATRAÇÃO



Na verdade os rapazes aí em cima estão competindo para estabelecer a dominância e garantir a procriação - no que, a bem da verdade, não se distanciam muito dos saradões de plantão, com a única diferença que nossa espécie desenvolveu mecanismos mais dissimulados para atingir o mesmo fim.
 
O que me lembra o documentário que assisti outro dia sobre "atração", vista pela ciência como um complexo mecanismo biológico na busca pela diversidade imunológica e aprimoramento genético.
 
Segundo apurado pela ciência, definimos "beleza" como simetria, porque a assimetria física decorre basicamente da má genética, ou da incapacidade do organismo de debelar doenças infecciosas durante a gestação.
 
E tem a questão do cheiro, que é muito importante; porque cada indivíduo tem um odor único e específico, ou MHC (sigla em inglês para "complexo de histocompatibilidade principal"), que controla o sistema imunológico e, consequentemente, a rejeição de tecidos. Quanto mais parecido for o MHC de duas pessoas, menor será a atração, porque é grande a chance de rejeição em uma potencial gravidez.
 
Melhor explicado: o MHC é a "fragrância" que informa aos outros sobre a cobertura do nosso sistema imunológico, e é no melhor interesse da perpetuação da espécie que somos compelidos a buscar parceiros dotados de sistemas imunológicos preparados para atacar doenças diferentes daquelas para as quais já temos cobertura.
 
Não confiando 100% no olfato, nosso organismo tem um sistema de backup pra comprovar a compatibilidade do MHC: o beijo. É por isso que às vezes a gente não entende como é que o tão esperado beijo pode ter saído tão ruim. Mas, a bem da verdade, é preciso ressaltar que o MHC sozinho não é o culpado pelo beijo ruim: é pelo beijo que "testamos" os niveis de testosterona do outro que deve ser, idealmente, baixo nas mulheres e alto nos homens.
 
Mas a coisa vai mais longe: sabe por quê uma mulher de cabelos compridos atrai mais que uma mulher de cabelos curtos? Porque como os cabelos crescem em média 15cm por ano, uma mulher com cabelos pelos ombros mesmo que não saiba, está "divulgando" seu estado de saúde pelos últimos quatro anos.
 
E as gordurinhas? Bem, diversas doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, por exemplo, se evidenciam pelas indesejáveis gordurinhas localizadas.
 
Mas cuidado aí: magreza demais também é indicativo de um organismo menos apto a gerar "crias" saudáveis.
 
A coisa vai bem mais adiante, mas como quem se interessar vai achar bastante leitura, basta procurar, eu paro por aqui.
 
Só fico me perguntando: será que esse arsenal de disfarces cosméticos e cirurgias plásticas que desenvolvemos para ganhar artificialmente uns pontinhos na corrida individual pela reprodução não está minando a diversidade imunológica e o aprimoramento genético da humanidade como um todo?
 
BOM DIA!!!

8 de abr de 2013

GOOD RIDDANCE


Esta é  a imagem que os jornais não vão mostrar aqui: é como os ingleses estão "chorando" a morte da MT (me recuso a sequer pronunciar o nome).
 
Pra essa aí, duas palavras: "good riddance". Era tão boazinha que nem o filho queria passar o Natal com ela.
 
Um dia, talvez, algum historiador sério vai se dar ao trabalho de trazer a público o mal que o exército das sombras capitaneado por essa mulher causou (e segue causando) à nossa civilização.

5 de abr de 2013

COZINHAR É VIVER


BOM DIA!!!!
 
Estava lendo NO Facebook o post de uma jovem amiga refletindo sobre os estilos de vida, do que as pessoas escolhem fazer com esse fantástico e maravilhoso intermezzo a que chamamos "vida".
 
De repente me veio na telha que a vida é como uma cozinha:
 
Há quem entre nessa cozinha e só faça arroz com feijão. E há quem entre e faça um banquete atrás do outro.
 
Há quem só faça as receitas exatamente como escritas nos livros. E há quem prefira inventar as próprias receitas.
 
Há quem invente e reinvente receitas até acertar. E há quem desista logo ao primeiro fracasso.
 
Há quem passe décadas olhando ao redor sem conseguir decidir se quer fazer uma torta de maçã ou um cordeiro ao forno com batatas e alecrim. E há quem entre sentindo-se predestinado a fazer "aquele" roastbeef com soufflê de champignon.
 
Há quem começe por uma simples omelete de presunto e queijo e vá se aperfeiçoando até fazer uma golden phoenix cupcake. E há quem só pense em fazer o confit de canard mais perfeito de todos os tempos, e sem cogitar outras receitas, siga tentando até conseguir (ou não).
 
Há quem só goste de cozinhar para si. Há quem só goste de cozinhar para muitos. E há quem não goste de cozinhar e só coma da cozinha dos outros.
 
Há quem goste de visitar outras cozinhas e aprender receitas novas. E há quem só goste de receber e mostrar as próprias receitas.
 
Há quem saiba dar valor e apreciar as receitas dos outros. E há quem só saiba apontar defeitos.
 
Há quem, ao servir uma saborosa receita inventada por outro, mencione quem inventou. E há quem não o faça, colhendo para si os elogios.
 
Há quem se preocupe tanto em manter a cozinha limpa, organizada e abastecida; que acabe esquecendo de cozinhar. E há quem nunca lembre de verificar se tem à mão os utensílios e ingredientes necessários para a receita que pretende fazer.
 
Há quem planeje o cardápio com semanas, meses ou mesmo anos de antecedência. E há quem deixe à sorte decidir o que vai cozinhar.
 
Há quem permita aos outros pilhar sua cozinha deixando que levem emprestado sem devolver depois. E há quem só use o que tomou dos demais.
 
Há quem já cozinhe limpando os utensílios e acondicionando sobras para uso posterior. E há quem cozinhe sem se preocupar em limpar os utensílios, deixando as sobras se acumularem até estragar.
 
Há quem, além de manter a limpeza da própria cozinha, ainda se disponha a limpar as dos outros. E há quem não use nem a própria cozinha pra não ter que limpar.
 
Há quem use a cozinha dos outros, mas limpe e reabasteça depois. E há quem use a cozinha dos outros e não se sinta obrigado a limpar e reabastecer depois.
 
Há quem renove o ar da cozinha usando a coifa, abrindo as janelas e lavando chão, paredes e teto regularmente. E há quem deixe o ar viciado e as paredes impregnadas com o ranço de comidas passadas.
 
Há quem ache suas receitas tão boas que não consegue entender como outras pessoas podem querer cozinhar diferente. E há quem ache suas receitas tão sem graça que nem vale a pena mencionar.
 
Há quem ache sua cozinha tão linda e maravilhosa que viva convidando os outros para admirá-la. E há quem ache sua cozinha tão miserável que nunca convide ninguém para jantar.
 
Há quem veja nessa cozinha um mar de possibilidades e acorde a cada dia motivado para tentar um prato novo ou aprimorar aquela receita que não saiu como esperado. E há quem só veja nessa cozinha a monótona repetição das tarefas de cozinhar, limpar e abastecer, e nem tenha vontade de sair da cama a cada manhã.

3 de abr de 2013

PENSAMENTO DE OUTRO DIA


BOM DIA!!!!
 
Sigo na correria, mas não poderia deixar de dar uma paradinha aqui pra desejar uma quarta-feira supercalifragilisticexpialidocious pra todo mundo!!!
 
(foto: "Grasshoper", por Adhi Prayoga. Arte minha)

2 de abr de 2013

PENSAMENTO DO DIA


Uma terça-feira bacana e cheia de coisas boas pra todo mundo... e vamos que vamos!