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2 de jul. de 2015

RATOS NO PORÃO


Rato é coisa braba: só depois de ver o primeiro é que a gente descobre que a casa está infestada - provavelmente há anos.

Podemos reagir de várias maneiras - minha experiência é que elas seguem esta ordem:

Primeiro, superado o horror, a gente tenta se convencer que era só um, e que entrou na nossa casa por acidente. Afinal, a gente não mora em nenhuma pocilga, né?

Mas ficamos alertas: inspecionamos cuidadosamente as embalagens dos gêneros antes de usar, damos uma geral na despensa, compramos latas para acondicionar tudo que possa atrair os roedores e, confiantes na nossa capacidade de lidar com a situação, seguimos em frente com o que quer que esteja ocupando nossa atenção no momento.

Mas a lembrança daquele rato não nos abandona. Acordamos no meio da noite ouvindo ruídos estranhos na casa. Prendendo a respiração, nos esgueiramos até a cozinha, agarramos uma vassoura e acendemos a luz de sopetão... nada!

Voltamos para a cama rindo de nós mesmos. Na manhã seguinte, reparamos que metade das bananas foi roída durante a noite.

Nojo, fúria, frustração e raiva, muita raiva: como pudemos ter sido tão idiotas de deixar as frutas ao alcançe daquele monstro?

Nesse espírito, decidimos encontrar o diabo do rato nem que seja preciso colocar a casa abaixo. Arregaçamos as mangas e começamos pelos locais mais óbvios.

Ao movermos aquela caixa de papelão cheia de cacarecos que já deveríamos ter posto fora há anos, o cheiro da urina e fezes nos faz recuar nauseados. Colocamos uma máscara de dentista, e limpamos o local só para nos depararmos com a mesma cena por trás do armário, da cristaleira, do fogão... onde quer que olhemos, encontramos os vestígios, nunca o rato.

Mas sabemos que ele está aqui. Mais: sabemos agora que não é só um, que são muitos, e que certamente já estão aqui há muito, muito tempo. Tanto tempo que nunca saberemos desde quando, como, porquê e quantos são.

Envergonhados, tratamos a questão como um segredo sujo. Afinal, todos acreditamos que em casa limpa não entra rato. E tentamos resolver sozinhos o problema quando justamente o que deveríamos fazer é buscar imediatamente a ajuda de algum exterminador de pragas, de um especialista.

Podemos perder o resto das nossas vidas armando arapucas e ratoeiras convencidos que se pegarmos um a um, eventualmente acabaremos com a praga. É a ilusão de controle. E não vai adiantar. Na verdade, é muito pior, pois só vai perpetuar o trauma de termos que lidar com cada vez mais cadáveres esmigalhados em poças de sangue que teremos que limpar sozinhos. Pode ser que com o tempo a gente crie como que uma crosta emocional que nos impeça de sentir aquele horror. A mesma crosta que vai nos impedir de sentir qualquer prazer na vida também.

Há quem depois do terceiro ou quarto rato morto decida ignorar e deixar que a casa se infeste até que os ratos percam a inibição de compartilhar da sua cama - e eles irão, pode ter certeza: se você deixar tudo como está, os ratos irão tomar até o seu travesseiro. Muita gente a essa altura, se deprime a tal ponto que nem sente quando os ratos começam a devorar suas extremidades e vai morrendo aos poucos, se esvaindo no próprio sangue. Outros enlouquecem e tocam fogo na cama e queimam junto com os ratos. Com sorte, algum bombeiro evitará o pior. Com sorte, sairão com queimaduras leves. Muitos, no entanto, ficarão tão deformados que mal se reconhecerão no espelho pelo resto da vida.

Há quem depois do terceiro ou quarto rato morto decida dedetizar a casa por conta própria, e acabe se envenenando a cada alimento que levar à boca, a cada roupa que trocar, a cada vez que deitar entre os lençóis. Ou exagere na dose inicial, e caia intoxicado no meio da cozinha para só ser descoberto semanas depois.

Há ainda quem decida simplesmente abandonar a casa, faça as malas, bata a porta e se vá, deixando que os próximos inquilinos se virem com o problema. Muito bem, a maioria dos ratos ficou para trás, mas na pressa de encaixotar a mudança, alguns ratinhos podem seguir junto, escondidos no fundo das malas.

E há quem remova todos os gêneros, afaste todos os móveis, esvazie todos os armários, arrume cuidadosamente uma pequena mala de mão só com o essencial e saia, entregando a chave a um especialista para que proceda à erradicação de forma segura; retornando depois para arejar, limpar, organizar e então chamar o caminhão de mudança, porque seja como for, depois do primeiro rato aquela casa nunca mais será "segura" para si.

E, finalmente, há quem adote um gato (ou mais de um), ganhando assim não só a proteção atenta como a amorosa companhia de um amigo confiável com quem compartilhar o aconchego nas noites de inverno.

Por quê falei de ratos? Porque com a mentira é a mesma coisa.

25 de ago. de 2013

DCC


A moça aí da foto é uma fazendeira do Nepal.

Ela está polinizando uma macieira cuidadosamente a mão, florzinha por florzinha.

É um processo lento e cansativo, mas sem ele, não haverá maçãs na primavera; porque as abelhas operárias (que fazem esse serviço de forma muito mais rápida, barata e eficiente), praticamente sumiram da região.

Estarão fazendo greve?

Não.

Estão sendo extintas: nossa brilhante "civilização" não precisou muito mais que 50 anos de "avanços tecnológicos" para mais essa "conquista".

Não vou me estender sobre mais essa imbecilidade humana. Prefiro compartilhar 20 coisinhas que aprendi sobre as abelhas pesquisando sobre o assunto:

1 - A família Apoidae (da qual descendem as abelhas que conhecemos) surgiu na Terra com as primeiras flores, há cerca de 100 milhões de anos. O gênero Ápis, que engloba todas as espécies atuais se formou há cerca de 30 milhões de anos.

2 - Pelos registros históricos, a apicultura como atividade econômica já era praticada no Egito a 2.400 anos antes de Cristo. Mais recentemente, arqueólogos italianos localizaram colmeias de barro na ilha de Creta datadas de 3.400 a.C; e sabe-se que os sumérios já utilizavam o mel em 5.000 a.c.

3 - Abelhas têm quatro asas, seis pernas, dois olhos compostos feitos de muitas, muitas lentes e três olhos simples no topo da cabeça que são sensores de luz.

4 - O cérebro de uma abelha é oval e tem o diâmetro de uma semente de gergelim, ainda assim tem uma capacidade extraordinária de aprender e lembrar coisas e é capaz de efetuar cálculos complexos.

5 - Uma abelha operária vive até 4 semanas entre a primavera e o verão, e 6 semanas no inverno; enquanto a rainha vive de 2 a 3 anos (há registros de até 5) e no verão chega a botar 2.500 ovos por dia; por ano, a rainha pode botar até 200 mil ovos.

6 - Abelhas só picam quando sentem-se ameaçadas ou para defender a colmeia, e são precisas 1.100 picadas para matar uma pessoa (à exceção dos alérgicos, é claro).

7 - Abelhas dançam para informar as outras sobre a localização e trajeto para se chegar às fontes de alimentos que encontram em distâncias que vão de 91 metros a a 4 quilômetros. A descoberta desse processo em 1945 rendeu a Karl von Frisch o único Prêmio Nobel da história outorgado a um estudo sobre comportamento animal.

8 - Em uma única viagem uma abelha visita de 50 a 100 flores para encher seu aparelho coletor, um órgão separado do seu sistema digestivo que é usado para transportar o néctar das flores.

9 - Abelhas forrageiras firmemente comprometidas com suas tarefas, realizam cerca de 30 viagens por dia. Usando sua longa tromba em formato de canudo (o probóscide), elas coletam o néctar de flores e ervas nativas descrevendo um fio dourado que mantém o mundo em flor.

10 - Para polinizar um hectare de macieiras (cerca de 500 mil maçãs) são necessárias 80 mil abelhas; ou seja, cada abelha poliniza cerca de 6,25 maçãs.

11 - As asas das abelhas batem 200 vezes por segundo, originando o zumbido que lhes é característico; e elas podem voar a 24Km/h e podem percorrer uma distância total de 9,5 km.

12 - Abelhas podem perceber movimentos de 0,003 segundos - para dar uma ideia, humanos percebem até 0,02.

13 - Abelhas têm um senso de olfato tão preciso (são 170 receptores de odor) que podem diferenciar centenas de variedades de flores e saber se uma flor está carregada de pólen ou néctar a metros de distância.

14 - Por ser higroscópico (capaz de absorver e reter umidade de forma que o mofo e as bactérias que o tocam percam umidade e morram), o mel tem duração indefinida: arqueólogos encontraram mel perfeito para o cosumo datado de mais de 3 mil anos!

15 - Em toda a sua existência, uma abelha operária produz 1/12 colher de chá de mel.

16 - Abelhas não nascem sabendo fazer mel: as abelhas jovens são ensinadas pelas mais velhas.

17 - A colmeia é um super-organismo com odor único que identifica seus integrantes e que reúne entre 20 e 60 mil indivíduos trabalhando juntos como se fossem uma entidade única. Fora da colméia, uma abelha não vive mais de 24 horas.

18 - Durante o inverno as abelhas se alimentam de mel e pólen comprimidos em bolas para manter a temperatura e devidamente estocados no interior da colméia que, por sinal, tem uma temperatura interna similar à do corpo humano - entre 35 e 36º.

19 - Para produzir 1Kg de mel, as abelhas de uma colmeia precisam visitar cerca de 1 milhão de flores, viajado 144.841 quilômetros - ou três voltas e meia em nosso planeta; mas em termos de consumo, uma abelha necessitaria apenas 23 gramas de mel para dar a volta ao mundo.

20 - Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), as abelhas, sobretudo as silvestres, polinizam 71 de pouco mais de 100 culturas que correspondem a 90% da oferta mundial de alimentos.

Agora que você também aprendeu isso, talvez possa entender a importância das abelhas para a nossa vida e a real dimensão do Distúrbio do Colapso das Colônias. Se quiser saber mais sobre o assunto, siga este link e leia por você mesmo - é uma busca simples no Google, para cada um escolha qual link seguir: que não se diga que estou tentando manipular ninguém.

Muitos anos atrás, Einsten, que não era nenhum xiita ecologista falou:

Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora; sem flora não há animais, sem animais não haverá raça humana.

Dito isso, use o bom senso:

  • A criação industrial de abelhas está alterando a sua genética e diminuindo a diversidade de espécies.
  • A agricultura intensiva (essa da monocultura que planta as ditas "commodities" mais para a especulação nas bolsas de valores do que para a alimentação) faz uso intensivo de pesticidas por pulverização (ecologistas afirmam que 90% do pesticida pulverizado por aviação sequer chega ao solo: as partículas de veneno ficam em suspensão no ar, sendo tanto carregadas pelo vento para contaminar solos e lençóis de água a quilômetros de distância; ou evaporam indo se juntar às partículas de água carregando as nuvens de veneno tóxico; a percentagem é menor quando a pulverização é feita direto sobre as lavouras, mas existe mesmo assim).
  • Os transgênicos (que já vêm envenenados de "fábrica" - é assim que eles "evitam" as pragas) estão cada vez mais presentes nas lavouras comerciais.
  • Finalmente, some a isso a poluição, a radiação eletromagnética, os parasitas e vírus super-resistentes (resultantes de um processo seletivo idêntico ao que criou os super-micro-organismos resistentes a todos os antibióticos de uso humano)
Onde isso vai dar?

Ainda não está convencido do problema?

Assista o filme:


Sabe algum outro fato curioso/interessante sobre as abelhas? Comente e compartilhe!

17 de jan. de 2013

O CÃO DE TODOS



O lugar chama-se San Donaci, um vilarejo de 7 mil habitantes situado na província de Brindisi, bem no salto da bota italiana.
 
Nesse pequeno vilarejo morava uma senhora chamada Maria Margherita Lochi, a quem todos chamavam "Maria do Campo", porque morava ao lado do campo de futebol.
Poderiam tê-la apelidado "Maria dos Cachorros", porque acolher cães abandonados era o que dona Maria fazia além dos cuidados cotidianos a que se dedicam as solteironas do sul da Itália.
 
Talvez numa manhã cinzenta de inverno ou talvez numa tarde de calor escaldante - isso só os protagonistas sabem, mas nenhum irá nos dizer - dona Maria encontrou nas ruas um cão pastor a quem acolheu dando o nome de Tommy.
 
Daquele dia em diante tornaram-se inseparáveis. Onde quer que dona Maria fosse, Tommy ia junto e se a entrada de cachorros não era permitida, aguardava pacientemente à porta.
 
"Ele costumava atender à missa com a Maria e era obviamente tão devotado a ela que deixei que entrasse, pois era muito bem comportado e nenhum paroquiano jamais reclamou." - relata padre Donato, o vigário da paróquia de Santa Maria Assunta, acrescentando:
 
"Ele ainda vem à missa mesmo depois do funeral de Maria. Ele espera pacientemente ao lado do altar e só fica lá, sentado em silêncio. Não tive coragem de expulsá-lo, pois perdi meu cão recentemente, então deixo que assista à missa, depois deixo que saia."
 
"Perdi meu cão atropelado um tempo atrás...", relata Domenico Serio, prefeito de San Donaci, "e outro dia, caminhando com minha esposa, nos deparamos com Cicco. Pensamos imediatamente em adotá-lo. Ao ser chamado ele se aproximou oferecendo a pata com familiaridade. Seguimos para casa, e durante o percurso aproximaram-se o vendedor de sanduíches, o açougueiro e várias outras pessoas. Percebi então que as pessoas de todo o vilarejo já tinham adotado Cicco, e não tive coragem de romper essa comunhão. As crianças até arranjaram um lugar para ele dormir. Cicco é, em poucas palavras, o cão de todos."
 
BOM DIA!!!

16 de jan. de 2013

A ORIGEM DOS PANDAS - FOLCLORE CHINÊS



BOM DIA!!!
 
Era uma vez na China, há muito, muito tempo atrás uma garotinha que amava os pandas - que naquele tempo eram todos branquinhos, como os ursos polares.
 
Certo dia, passeando pela floresta, a garotinha viu um panda indefeso ser atacado por um leopardo. Sem hesitar, ela armou-se com uma vara de bambu e partiu em defesa do panda golpeando vigorosamente o leopardo.
 
Embora usasse toda a força e vontade, seus golpes mais irritaram do que afugentaram o felino que ao ver-se atacado reagiu com violência matando-a impiedosamente enquanto o panda escapava ileso.
 
Quando a notícia se espalhou, todos os pandas da floresta se reuniram para prestar homenagens e expressar sua gratidão à menina ostentando braçadeiras pretas em sinal de luto.
 
Molhada pelas copiosas lágrimas dos pandas, a tinta preta das braçadeiras começou a escorrer, manchando seus peitos e parte dos braços. Também seus olhos foram manchados ao secar o pranto.
 
A cada vez que um panda abraçava outro para consolá-lo, deixava marcas pretas em suas costas, e quando não suportando o som da própria tristeza os pandas finalmente cobriram seus ouvidos, acabaram manchando-os também.
 
Esta lenda chinesa conta a origem das manchas dos pandas, símbolos da paz para os chineses porque, segundo os antigos, os pandas só se alimentam em procriam em tempos de paz.

13 de jan. de 2013

AS ARARAS TAMBÉM AMAM


(... até mais que muita gente)
 
Era uma vez uma arara macho chamada Príncipe, que vivia com seu dono em Bangladesh. Se viviam felizes ou não, não se sabe - presume-se que sim; mas um dia o dono precisou mudar para um apartamento sem espaço apropriado para Príncipe.
 
O dono então contactou o diretor de um zoológico particular, pedindo que cuidasse do seu bichinho por 5 anos - o porquê desse prazo não está claro na história, mas digamos que seja o tempo necessário para o dono de Príncipe concluir seus estudos ou juntar dinheiro para mudar-se para uma casa maior.
 
O diretor do zoológico aceitou de pronto o belo espécime, e ao constatar algum tempo depois que o bichinho parecia triste e solitário, adquiriu de um exportador de aves brasileiro uma arara fêmea a quem deu o nome de Princesa.
 
Príncipe e Princesa se apaixonaram quase que instantaneamente e constituíram família, gerando 3 filhotes.
 
Essa singela história de amor teria ficado por aí, se findos os 5 anos o legítimo proprietário de Príncipe não reaparecesse reclamando seu animal. O diretor do zoológico tentou argumentar que a ave agora era um chefe de família com responsabilidades e tudo o mais, mas o dono não arredou pé: queria seu passarinho e ponto final.
 
A querela foi parar na justiça. E no dia 3 de janeiro, Príncipe foi entregue ao seu dono de direito, como rezam as leis do Direito.
 
Mas Princesa não se conformou. Desde o instante que viu seu parceiro ser retirado da gaiola, passou a recusar alimentação.
 
Preocupado com a saúde de Princesa, o diretor do zoológico recorreu da sentença; e passados cinco dias desde o começo da greve de fome, Príncipe foi finalmente devolvido à sua família.
 
Araras são assim. Podem dar suas voadas por aí e fazer muita festa e barulho, mas quando encontram um parceiro é para a vida toda.
 
Este texto se baseia em várias fontes, particularmente esta: http://tribune.com.pk/story/491016/bangladesh-court-reunites-lovesick-parrot-with-her-prince.
(Foto: Princesa e Abdul Wadud, diretor do zoológico em frente à Corte de Dhaka, Bangladesh, por Munir Uz Zuman / AFP /Getty Images)
BOM DIA!! UM DOMINGO CHEIO DE AMOR PARA TODOS!!!

23 de jun. de 2009

FIQUE ESPERTO


Se você tem cachorro, agende o mais breve possível uma visita ao veterinário pra ter seu bichinho testado para a Leishmaniose, mesmo que more em regiões historicamente menos suscetíveis como os estados aqui do Sul. Pior que a H1N1 tão alardeada pela imprensa, a Leishmaniose mata e deixa sequelas dolorosas em suas vítimas.

O agente da doença é um protozoário (o Leishmania), que tem atualmente seis espécies identificadas no país, todas causadoras da doença. A transmissão se dá pela picada dos mosquitos Lutzomyia longipalpis, que a gente conhece como birigui - aquele mosquitinho pequenininho e chato que atravessa até mosquiteiro.

A Leishmaniose é uma zoonose: ela é transmitida de animais para humanos, e como o surto vem se alastrando e tomando conta do país, começa a representar um problema de saúde pública que não devemos desconsiderar.

Nos cachorros, a doença se manifesta primeiro pelo emagrecimento excessivo, aumento do baço e fígado, crescimento exagerado das unhas e feridas cutãneas que nunca cicatrizam. Nem sempre os cães portadores da doença desenvolvem os sintomas e, por outro lado, a leishmaniose é facilmente confundida com a sarna negra. Só um exame laboratorial pode determinar com certeza a presença desse protozoário.

Veterinários em todo o país estão orientados a solicitar de seus clientes autorização para a realização desse exame. Não espere: marque uma consulta e teste seu cachorro o quanto antes.

Por quê?

Porque o tratamento é caro, longo e mesmo com o total comprometimento do dono do animal, os resultados nem sempre são promissores.

Em humanos, os sintomas são similares e as feridas podem deixar a pessoa com a aparência de um leproso. Pra dar uma idéia da letalidade, dos oito casos registrados neste ano em Rondonópolis, um veio a óbito. Isso mesmo: 1 para 8, muito, mas muitíssimo maior que a mortalidade do H1N1.

É por isso que cresce entre as autoridades da saúde pública o entendimento de que a eutanásia de cães contaminados é a melhor estratégia na contenção da proliferação dessa doença.

Mas existe vacina, e os veterinários em todo o país estão orientados a vacinar todos os cães que testarem negativo para a doença.

Uma vacina, e você livra seu cão, a si e a todos que entrarem em contato com vocês dessa doença.

Podemos até culpar o dito aquecimento global pela proliferação da dengue, da febre amarela e agora da leishmaniose aqui no Sul, mas melhor que isso é prevenir: se todos agirmos com presteza, essa doença não vai nos pegar com as calças na mão.

9 de jun. de 2009

BESTIALIDADE



Juro que eu pretendia escrever alguma coisa, mas estou enojada demais pra isso. Fica pra depois.

Por hora, meus sinceros votos de vida longa à besta abjeta que vem perpetrando essas barbaridades; e que ela seja tão insípida, fútil, miserável, solitária, desprezível e desgraçada como seus atos sugerem.

16 de abr. de 2009

O ELEFANTE GAY


Polêmica no zoológico de Poznan, na polônia.

Acontece que o paquiderme acima (de costas, no centro da foto) exibe tendências homossexuais, preferindo a intimidade com outros machos às fêmeas.

Não pagamos 37 milhões de zlots (11 milhões de dólares) para que a maior casa de elefantes da Europa tenha um elefante gay vivendo lá - protesta o conservador Michal Grzes, do alto de sua incontestável autoridade moral pequeno-burguesa.

Do outro lado, o diretor do zoológico parte em defesa do elefante, argumentando que aos 10 anos de idade, Ninio (o paquiderme em questão) ainda é muito jovem para saber se prefere machos ou fêmeas, já que os elefantes só alcançam a maturidade sexual aos 14 anos.

Só falta descobrirem que Ninio também é fumante... aí sim a casa cai.

E tenho o dito.

6 de out. de 2008

E LÁ VÃO ELES!

Agora é definitivo: ontem à tarde os 399 pinguins que sobreviveram à epopéia nos trópicos brasileiros foram finalmente devolvidos ao mar.

Ufa!

4 de out. de 2008

ELES VÃO DEIXAR SAUDADE


Chega ao fim a etapa brasileira da grande marcha dos pinguins desgarrados. Enquanto escrevo este blog, a equipe do CRAM em Rio Grande começa a devolvê-los ao mar.

Nunca antes uma operação de resgate da faunda envolveu tantas pessoas - e não falo só de biólogos, do IBAMA e dos bombeiros, mas de pessoas comuns -, neste país.

O planeta agradece às centenas de anônimos. Faço minha parte postando aqui uma pequena coletãnea de registros feitos por essas pessoas.

São Francisco do Sul:



Cabo Frio:





Arraial do Cabo:



Porto Seguro:





Itaparica:



Vila Velha:




Valeu, pessoal!

3 de out. de 2008

NA RETA FINAL...?


Se o apagão permitir, a longa jornada dos pinguins baianos, sergipanos, pernambucanos, alagoanos e capixabas vai finalmente continuar:

03/10/2008 - 07h19
Pingüins-de-magalhães iniciam jornada de volta ao lar
Aurelio Nunes
Especial para o UOL
Em Salvador (BA)


Os pingüins-de-magalhães que invadiram as praias do litoral da Bahia durante o inverno começaram a fazer o caminho de volta à Patagônia na madrugada desta sexta-feira, 3.

Sob os cuidados de oito tripulantes e 12 ambientalistas, os 399 ilustres passageiros embarcaram a bordo de um turbo-hélice Hercules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) que decolou da Base Aérea de Salvador à 1h30 e tinha previsão de chegada no aeroporto de Pelotas-RS às 6h45.

Logo após o desembarque, estava programado o transporte das aves de caminhão por mais 60km até a sede do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), onde descansarão o restante do dia. No sábado, Dia Mundial dos Animais, as aves serão soltas na Praia do Cassino, de onde se espera que reencontrem o caminho de volta ao lar pela corrente das Malvinas.

O restante da viagem terá de ser feita com as próprias asas - que no caso particular dos pingüins não servem para voar e funcionam como barbatanas. Todos os viajantes receberam nas patas anilhas Centro de Conservação de Aves Silvestres (Cemave) para futuro monitoramento.

"É a maior operação de translocação de animais de que se tem notícia no Brasil", diz o coordenador do Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA), Luciano Reis. Uma operação que mobilizou mais de mais de 50 pessoas, entre militares da base Aérea de Salvador e do 1º Grupo de Transporte de Tropa da Base Aérea dos Afonsos-RJ, de onde veio a aeronave da FAB, além de funcionários da Petrobras, que providenciou o transporte terrestre, do Ibama, do IMA e da ONG Ifaw (Fundo Internacional para Proteção dos Animais em seu Habitat).

O vôo atrasou exatas 41 horas e 30 minutos. Era para ter deixado a base aérea de Salvador às 8h de quarta-feira, 1º de outubro, mas um problema no trem-de-pouso da aeronave provocou sucessivos adiamentos na viagem. Um atraso providencial, pois acabou permitindo a inclusão de 69 aves que não poderiam viajar porque não tinham passado no teste de impermeabilidade da plumagem, cuja finalidade é avaliar a capacidade que as aves têm de se protegerem da hipotermia.

O contingente de pingüins que embarcou nesta sexta-feira não representa um quarto dos 1.650 animais resgatados apenas na Bahia. Desse contingente, 90 aves sem condição de viajar continuarão em tratamento na sede do IMA, em Salvador. Doentes, fracas e feridas, a maioria delas está condenada a passar o resto da existência em cativeiro. Tiveram mais sorte que as 309 que morreram na sede do IMA e as 852 que não resistiram à viagem de mais de 3 mil quilômetros empreendida desde os litorais da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas e já foram encontradas mortas.

De minha parte, só uma palavra: ALELUIA!!!

1 de out. de 2008

AS APARÊNCIAS ENGANAM

Que a coragem do Bem-Te-Vi nos inspire a lutar mesmo quando o "inimigo" parece desproporcionalmente maior...

De quebra, um pagode do Bezerra da Silva, pra matar a saudade.

8 de jun. de 2008

A CULPA É DOS DONOS





Neste final de semana, em ocasiões distintas, três idosos foram mortos por pitbulls no Brasil. Dos três, duas senhoras eram conhecidas dos animais: uma era vizinha e a outra a própria avó do dono.

Novamente ergue-se o clamor pelo extermínio de uma raça inteira como se os cães fossem os culpados.

Não são.

O que não aparece nunca na mídia são as condições a que muitos desses "assassinos" são submetidos por seus donos, ou quantos morrem vítimas de maus tratos e ferimentos em rinhas de cães espalhadas pelo país a fora. Não se cria um cão para rinhas mantendo-o na sala de estar com a família a assistir televisão. Não é culpa da raça pitbull carregar o estigma da violência e ser a eleita de 9 entre 10 mentecaptos antissociais que usam o cão para sublimar sua impotência.

Antes, e acima de tudo, o comportamento adulto de um cão é conseqüência direta da criação que teve, de como e o quê seu dono ensinou. Como selvagem que é (e sempre permanecerá, não importa o quanto o "domestiquemos"), o cão não vem equipado de fábrica com mecanismos de repressão social outros que os ditados pelo seu instinto de animal de matilha. Mas ele aprende, e aprende muito mais de nosso inconsciente do que imaginamos.

Se quero conhecer uma pessoa, observo seu cão. Não a raça desse cão, mas seu caráter, sua personalidade, a maneira como acolhe um estranho. Não falha nunca.

Odeie as pessoas, encha-se de preconceitos e suspeitas com estranhos, viva temeroso que alguém irá tentar roubar seu precioso quinhão; então prenda um cão desde filhote numa corrente no fundo do pátio com pouco ou nenhum contato com pessoas, incentive sua agressividade, puna-o com violência e racione sua alimentação.

Com qualquer ingrediente dessa receita, você será bem sucedido em transformar um chihuahua numa máquina assassina.


6 de jun. de 2008

OS SETE PORQUINHOS



Essa vem de Santa Catarina, pra provar certas as más línguas que dizem que por lá acontece de tudo.

O PORQUINHO TRAPALHÃO



Quem passava pela av. João Pessoa ontem pela manhã começou o dia do jeito que deve ser: com boas gargalhadas. O culpado: um portentoso suíno em fuga espetacular.

2 de jun. de 2008

PARTICIPE!

30 de mai. de 2008

XERIFES DO ESPAÇO AÉREO



A rapaziada acima foi treinada para uma missão muito especial: a partir de julho estarão patrulhando o espaço aéreo do aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre para impedir que outras aves coloquem em risco a segurança dos vôos.

Nossas felicitações ao anônimo autor da idéia: é uma solução inteligente e ecológica. Muito melhor que colocar atiradores de elite.

25 de mai. de 2008

ANTES DE COMPRAR, PENSE EM ADOTAR


Se está considerando a idéia de um mascote, visite antes o Sítio dos Bichos. Eles têm dezenas de amiguinhos felinos (como a doçurinha acima) e caninos esperando por um lar.

Sobre o Sítio dos Bichos:

Somos uma associação – por enquanto ainda informal – de pessoas que amam os animais e preocupam-se com a situação de injustiça e abandono em que eles vivem nos ambientes urbanos. Nossos objetivos são promover a adoção de animais resgatados, divulgar as idéias da guarda responsável e dos direitos animais.

23 de mai. de 2008

PITBULL NO MOTOR



Deve ter sido um susto danado.

O "SENHOR" NAKAMURA



O simpatico cidadão aí acima foi capturado num telhado pela polícia de Tóquio. Todo o tempo que esteve em poder dos policiais, ele se manteve calado e casmurro. Como ninguém aparecia para reclamar o psitacídeo, os policiais decidiram entregá-lo aos cuidados de um veterinário.


"Sou o senhor Yosuke Nakamura", apresentou-se a ave ao veterinário, fornecendo em seguida seu endereço.

Gostei particularmente do "senhor".