28 de mai. de 2012

MAIA


"Quando sua mente é pura, você vive em um universo puro; quando você é capturado por idéias de ganho e perda, vive em um mundo de ilusão."
 
(Jisho Cary Warner, em “Tricycle: The Buddhist Review, Vol. III” - foto: Ponte da Lua, em Taipei, pelo usuário do Flickr bbe022001)

27 de mai. de 2012

PENSAMENTO DE DOMINGO


Quem conhece o Caminho não precisa de estradas.

15 de mai. de 2012

MORDA A LÍNGUA


Um dia os vizinhos João e José tiveram uma discussão. Para se vingar, João começou a espalhar o boato que José era um ladrão. A história se espalhou rapidamente pelo vilarejo chegando eventualmente aos ouvidos das autoridades que prenderam José para investigar.
 
Mas como em sua investigação a polícia não encontrou nem o produto nem as vítimas dos supostos roubos, José acabou sendo libertado, e por conta de todo o sofrimento e humilhações a que foi sujeito pelas calúnias de João, decidiu processá-lo.
 
No tribunal, João defendeu-se dizendo:
 
- Foram só palavras, não fiz mal algum... sou inocente!
 
- Escreva suas "palavras" numa folha de papel, depois pique em 100 pedaços e os espalhe pelo vilarejo. Volte aqui em uma semana. - disse o juiz.
 
João fez como ordenado, voltando à presença do juiz na semana seguinte.
 
- Agora, para ser inocentado, traga de volta todos os 100 pedaços de papel que espalhou pelo vilarejo. E que não falte nem um.
 
Moral da história: SEJA SENHOR DE SUA LÍNGUA PARA NÃO SE TORNAR ESCRAVO DE SUAS PALAVRAS.
 
(Parábola Zen, livre adaptação - foto de Igor Siwanowicz)

8 de mai. de 2012

VOSSOS FILHOS


"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."
 
(Gibran Khalil Gibran - foto de Tucker Bair)

29 de abr. de 2012

PARA REFLETIR

 
 
"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar.
 
Hoje sei que isso tem nome... AUTO-ESTIMA.
 
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
 
Hoje sei que isso é... AUTENTICIDADE.
 
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
 
Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO.
 
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
 
Hoje sei que o nome disso é... RESPEITO.
 
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
 
Hoje sei que se chama... AMOR-PRÓPRIO.
 
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
 
Hoje sei que isso é... SIMPLICIDADE.
 
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
 
Hoje descobri a... HUMILDADE.
 
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
 
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE.
 
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada."
 
(Charles Chaplin)

27 de abr. de 2012

NÃO SE DEIXE ENGANAR


25 de abr. de 2012

O CÉU E O INFERNO



Depois de muita insistência, Deus concedeu a um rabino visitar o céu e o inferno.
 
No inferno, deparou-se o rabino com um amplo salão oval ao centro do qual borbulhava um enorme caldeirão emanando o odor delicioso de uma suculenta sopa. Ao redor do caldeirão, o caos: as pessoas se acotovelavam em xingatórios e agressões, cada uma munida de uma colher de pau que não poucas usavam para agredir as demais.
 
Intrigado o rabino aproximou-se para observar melhor.
 
Reparou então que embora longas o suficiente para alcançar a sopa dentro do caldeirão, as colheres eram compridas demais para que cada pessoa as trouxesse à própria boca: toda a sopa que vingavam colher do caldeirão acabava desperdiçada no chão, pisoteada pelas centenas de pés daquele borburinho. Assim, acabavam todos amargurados, desanimados, enraivecidos e esfomeados.
 
Deus então o levou para conhecer o céu.
 
Para surpresa do rabino, o céu consistia num salão oval idêntico ao anterior, ao centro do qual igualmente borbulhava um caldeirão emanando o odor delicioso de uma suculenta sopa.
 
Mas, ao contrário do inferno, ali reinavam a paz e a harmonia: todas as pessoas se mostravam alegres - não poucas chegavam mesmo a cantar; mesmo tendo em mãos colheres idênticas às usadas no inferno.
 
Foi então que o rabino reparou que ao invés de tentar levar as colheres aos próprios lábios, aquelas pessoas as usavam para alimentar umas às outras.
 
(lenda judaica)